Fernanda Aoki participa do Pitágoras em Cena, evento que celebrou 60 anos de educação viva
Participar do Pitágoras em Cena, em celebração aos 60 anos de uma das grandes instituições de educação do país, foi mais do que atender a um convite. Foi viver, no palco, um lembrete poderoso sobre o impacto real da educação na construção de vidas.
O encontro aconteceu no Cinemark, no Shopping Center Norte, em São Paulo, reunindo educadores, lideranças e convidados para refletir sobre educação, cinema, protagonismo e futuro. Ao lado de Alexandre Le Voci Sayad, que trouxe uma reflexão sobre educação e cinema, Fernanda Aoki compartilhou uma mensagem voltada à formação da Geração Alpha e ao papel essencial dos educadores na construção das histórias que marcarão a próxima geração.
Em sua palestra, Fernanda propôs uma leitura psicológica sobre os desafios da Geração Alpha, conectando insights da neurociência ao desenvolvimento de competências fundamentais para que crianças e adolescentes deixem de ocupar apenas o lugar de espectadores das telas e passem a assumir o protagonismo da própria história.
Mais do que ensinar conteúdos, educadores escrevem histórias todos os dias dentro de cada aluno. Eles participam de decisões, despertam possibilidades, sustentam processos e ajudam a formar pessoas capazes de ir além de si mesmas.
Durante sua fala, Fernanda trouxe uma imagem marcante:
“Nem toda construção importante leva o nome de quem colocou os tijolos.”
Assim como grandes catedrais foram erguidas por muitas mãos ao longo de gerações, educar também é participar de uma obra que nem sempre carrega uma assinatura visível. O nome do professor pode não aparecer na conquista de um aluno, na profissão que ele escolheu, na coragem que encontrou ou no dia em que decidiu continuar. Mas isso não significa que aquele educador não fez parte da história.
Às vezes, ele foi presença.
Foi direção.
Foi palavra no tempo certo.
Foi uma das mãos que ajudaram alguém a se levantar.
Para Fernanda, grandes histórias precisam de muitas mãos. E talvez uma das formas mais bonitas de impacto seja justamente essa: construir algo que talvez não carregue o seu nome, mas carrega a sua presença.
A palestra também reforçou a importância do afeto na educação. Porque, assim como um filme sem trilha sonora perde parte da sua força, uma educação sem afeto dificilmente afeta. Ensinar é também tocar, despertar e formar pessoas que poderão transformar outras vidas.
Como destacou Fernanda Aoki:
“Há pessoas que passam na história.
Há pessoas que assistem à história.
Há pessoas que constroem pessoas que fazem história.
Esses mudam a história.”
O Pitágoras em Cena foi, acima de tudo, uma celebração da educação viva: aquela que ultrapassa o conteúdo, atravessa gerações e permanece nas histórias que ajuda a construir.